
"A nostalgia é a ressonância daquilo que nos é mais instrínseco, aquilo que guardamos dentro do mais profundo recipiente. Nostalgia é o efervescer das mais belas e marcantes lembranças."
(Phelipe Barros)
Noite escura, frio, solidão e o estopim das lembranças é acionado. Mas qual o motivo de correlacionar o lembrar saudoso com um momento de possível tristeza? Qual a razão de considerar uma pessoa nostálgica como alguém que não sabe aproveitar a alegria do presente? Discordo dessa associação, não sei por qual motivo, só discordo.
A nostalgia idiopática... Aquela que só se sabe que existe, mas não se sabe de onde vem ou por qual razão ela se faz presente. É essa nostalgia que me faz escrever esse texto... Um alguém pediu e cá estou eu.
A melodia de uma música, um perfume, um sorriso e um carnaval mirabolante de lembranças vêm à tona...
Ao colar o ouvido no rádio em uma madrugada... As doces notas nos fazem viajar.
Às vezes, tudo é propício ao "nostalgiar": saudade de quem se foi, saudade de um bom momento, um lugar, algo que aconteceu e nos fez deslocar nosso pensamento para algo que já não se faz presente.
Mas a nostalgia em princípio é a saudade que um exilado sente de sua terra natal. Que eu seja, então, um exilado. Porém, não do meu berço, mas da minha outra dimensão, minha outra estada, a terra natal a qual pertenço em meus melhores pensamentos... E eles, em seu papel, vêm em minha mente em um raio súbito e cortante.
Lembrar daquilo que se sente saudade é visitar o céu apenas no pensar... É ir de encontro ao nirvana tomando por ponto de partida um simples e astuto momento.
P.S.: Espero que tenha sido claro na minha nostalgia continda nesse texto... Quem precisa entender já o deve ter feito.