
"Ao arriscar-se no desconhecido cada um de nós torna-se passível de encontrar o que é do seu agrado: o profano ou, até mesmo, o sagrado."
Phelipe Barros
Muitas vezes nos arriscamos em aventuras provenientes de pulsantes impulsos de nossa mirabolante imaginação. A adrenalina do proibido, a emoção do desconhecido unem-se em uma conjuntura espetacularmente cativante. O que não se pode fazer, sempre é alvo de descontrolados desejos. Mas quando é realmente certo arriscar-se? Mergulhar num mar profundo de suposições seria uma forma faliz de se viver?
O que procuramos para nossas experimentações sempre são coisas deveras difusas, como um quadro de Picasso, onde a realidade distorcida torna-se suprimida pela imaginação do que é realmente o existente no real. Então, qual o motivo de não nos jogarmos de cabeça em um poço do qual não temos conhecimento da profundidade? Medo.
O temor de que certas coisas não saiam como planejado muitas vezes direciona o pensar, o agir... Auto-sugestionado, o ser humano, por muitas vezes foge daquilo que considera obscuro, estranho. Mesmo tendo em todos os seus pensamentos o querer incontrolável, passamos a usar a razão em função do nosso "eu presente"...
A vontade de pedir demissão de um emprego, a vontade de terminar um relacionamento ou mesmo a vontade de um "experimentar" e, a partir daí resolver o que se fazer. Todas essas coisas podem ser almejadas, mas elas e muitas outras são sempre introduzidas na dualidade do conflito entre o "Fazer ou não fazer? Eis a questão"... Parafraseando a célebre frase.
Buscar a realização dos nossos almejos sempre será como andar vendado em um campo minado... Mesmo sendo o caminho cheio de atropelos, existem espaços onde podemos pisar de forma firme...
Vontades vêm e vão... Mas, considero muito melhor arriscar a ficar se torturando ao supor como seria tudo caso agisse como queria... Logo, vem a indagação: "E se?"
Um brinde às minhas vontades, às suas, às nossas...
Minhas vontades? Corro atrás de todas... E SE não derem certo? Felicidades... Outras vontades virão.








