terça-feira, 10 de novembro de 2009

Início do futuro


Pois é...
Vamos deixar como está,
A bifurcação do caminho já não mais existe,
Que eu siga apenas por onde me é permitido,
Sonhos?
Fui acordado com solavancos de desesperança.

Sobrou apenas a lembrança,
De um passado vil e sutil,
Lugar de onde voltei,
Esqueci boa parte da vida lá,
Não quero voltar para buscar.

O amargo é procurar respostas em um livro em branco,
É aprender a ler o que não existe mais,
Completar o albúm de fotografias com fotos queimadas,
Que seja enfim o fim, o início do começo,
Seja então o futuro o senhor das minhas decisões.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Nova dimensão


"O homem possui em si a necessidade de não ser único, de não ser só"
Phelipe Barros

O simples fato de existir baseia-se por si só na essência do conhecimento acerca das probabilidades de coexistência de outrem a quem sempre buscamos nos anexar em forma de uma simbiose, uma coolaboração mútua...

A redundância sempre foi uma boa companheira, talvez seja isso... Talvez ser prolixo me conserve no estado que me encontro... Só.

Todos aqui perto ou até mesmo no longe sempre têm na mente o desejo de estar ao lado de alguém... A solitude advinda do próprio "eu" é, sem dúvidas, um dos grandes martírios que enfrentamos no decorrer de nossa vã existência. Saber estar em sintonia consigo sempre leva a um caminho dito "felicidade", mas quem consegue ser feliz sozinho?

Pensamentos, vontades... O que é realmente querer e não ter? O que é gostar, querer, buscar e não ter êxito? Temos sempre o que queremos? A imaginação como uma dimensão paralela onde tudo posso, tudo tenho, todos me buscam como referencial...

Talvez, fugir para uma outra dimensão seja uma boa escolha... E se eu me perder lá? Como faço pra voltar de um mundo perfeito criado ao meu desejo e sob minha moldura? Para um outro mundo que pude escolher viver, é pra lá que estou indo... Passagem em mãos e agora arrumando as malas dos sentimentos e levando todas as minhas bugigangas... Meus amores, meus ódios, todos separados e bem organizados para viagem... Anedonia.

Não há mais querer, alegria, tristeza, ódio ou rancor... Estou sem roupas agora.

Isento-me de qualquer sentimento... A mala foi... Eu fiquei.

domingo, 18 de outubro de 2009

Espera Irreversível


"O imutável inserido como um dueto ao irreversível faz da vida uma longa via de idas; as vindas? Será que existirão?"
Phelipe Barros

Todas as vezes que agimos sem pensar, por impulso, desejo... Acabamos nos defrontando com a possibilidade do fracasso ou do êxito, só sabe quem arrisca! Mas até que ponto vale a pena arriscar-se em algo?

Nossos pensamentos, às vezes, vão longe demais... Existem muitas coisas que irão mudar, não há tempo para esperar. A ansiedade comum quando desejamos algo. Qualquer que seja a vontade ela vem carregada por intensas sensações de desordem cognitiva, o pensar apenas focado naquilo, sem aferir os possíveis danos da ação, eu quero e ponto.

Quando você se entrega a algo, algum objetivo, um real objetivo, o seu pensar desfoca daquilo? Não. Defeito ou qualidade?

Sobre os nossos próprios passos devemos caminhar, será que o erro sempre irá existir se seguirmos uma linha contínua de ação?

E quando por impulso, as coisas acabam dando errado? Não existe reciprocidade de um sentimento, não existe a troca de ações. Tudo se torna irreversível e quando isso acontece...

Somos também, muitas vezes, abandonados por nossos ideiais. Seria isso irreversível? Será que sempre as coisas que se tornam imutáveis, permanecem nesse estado? Esperar o longe chegar perto, o impossível se tornar possível, esperar, esperar...

Espera irreversível, continuo nela com a esperança de um descrente, céptico... Mudança?

Ao som de Irreversível - CPM22

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Devaneios desconexos



"Frente à tormentas de uma mente solitária, a loucura e a razão tornam-se um par de constantes almejos. Que a loucura ao adentrar num mar de solidão não perca sua forma racional de ser."


Phelipe Barros



Os encantamentos provenientes de solitude, martírio, sofrimento, geralmente nos tornam seres decaptados da razão tida como normal pela casta que diz-se saudável mentalmente. A loucura por si só torna-se um emaranhado complexo de situações dentro de um englobamento completamente delimitado pelo "eu 'irracional'". O desejo por algo que não se vê, não se toca, apenas se sente... Difícil situação. Os delírios, alucinações confrontando-se com o real em um ciclo de bem e mal, yin-yang. O que torna um ser pensante realmente racional? O que seria a normalidade do pensar em um momento de devaneios?

O estar sozinho frente à uma enorme variedade de presenças nos pensamentos, nas visões. O desejo por continuar acompanhado mesmo quando se está abandonado em um torpor sedativo. Mergulhado num profundo e tenso estado de abandono, o sedar como sendo o companheiro de sonhos.

Psicotrópicos, agindo nos trópicos do pensar, da racionalidade quanto à "o estar normal". Seria um Trópico de Câncer, Capricórnio? Vivendo por viver, porém estando em constante contato com o místico, com o ainda desconhecido mistério do "enlouquecer".

O sofrer psíquico em suma, traz à tona os maiores e mais profundos desejos norteados e moderados por nossa mente... Ao perder-se o controle: Adeus solidão, o meu querer é meu parceiro de aventuras, não estou mais tão só.

Mesmo estando em contraste com os padrões a loucura define-se como sendo detentora de sua própria normalidade. Caem-se as vendas que bloqueavam a visão além do alcance do pensar.



Enfim, pergunto-me banhado por meus pensares desconexos: Seria eu louco por ser normal, ou normal por ser definitivamente louco?



P.S.: Texto dedicado ao Prof. João Bosco, dono de uma loucura pensante digna de honras.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um dia



Caminhando na busca do vazio
Preenchido pelo nada
Mergulhado no além
Numa trajetória circular
Preciso de uma guia
De um norte
Estar um pouco mais feliz
E quem sabe um dia
Mais forte

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Colores...


Caminho num mar de flores,
Violetas, Bromélias, Jasmins...
Olho ao redor e vejo luzes,
Abrilhantando o espetáculo das cores,

Colho, então, uma Camélia,
Um mundo de variações tocam minha íris,
A felicidade em forma de flores,
Atravessando um coral de sensações...

No jardim da vida,
A erva daninha, também, faz parte,
Mas prefiro me ater às danças que as pétalas fazem,
Quando tocam minha face a sorrir.


Obs.: Não seria a mesma sem a ajuda de minha grande amiga Fran...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Espera...

Resolvi me arriscar, mais uma vez, na poesia... Vejamos o que vai sair...


Noite escura, mente clara,
O dia padece,
A hora não para,
Esse ponteiro me esquece,
Num escuro sem fim,


Presença ausente,
Um dia pra mim,
Em qualquer instante,
Num abalo rompante,
Uma noite enfim,


No claro da noite,
No escuro assim,
Na sequela marcada,
Inebriado na fala,
Um momento afim,


O longe me agrada,
Aguardo por fim,
A presença presente,
Num abraço ardente,
Ela, perto de mim.


Às vezes, esperamos o impossível, mas o que é realmente o impossível? Um dia ela vai chegar, enfim encontrarei o meu abraço ardente, a minha presença presente... Sinto falta de um alguém para chamar de Meu Amor...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Yin-Yang - Parte 1 - Beginning


"E na vida nos deparamos com o oposto, com o gosto, com o disposto... Com um lado obscuro das desavenças e a claridade das reconciliações...Um ciclo de idas e vindas."
(Phelipe Barros)


Numa manhã, de uma segunda-feira de um tempo que não mais volta, me deparo com o meu oposto, com o meu lado oculto, com a metade que havia sido planejada para mim.

Dias se passaram e aquela garota, que possuía um olhar e um sorriso capazes de iluminar qualquer lugar e encantar qualquer pessoa, foi a cada dia invadindo minha vida, meus maiores segredos e também os meus maiores medos.

E tudo se concretizou a partir do momento em que dividimos todos os nossos anseios, frustrações. No momento em que dividimos um doce que ao mesmo tempo se tornava amargo.

Noites de "estudo", de experimentações, de confidências, de companhia... Ahhh, aquela garota mexia comigo, fato.

E foi assim que descobri que existia para mim um alguém, que me entendia, me orientava, me desnorteava e que se tornava um paradoxo inentendido.

Tempos se passaram, o afastamento nos acometeu de forma cabal, porém aquilo que sempre existiu, não se deixou abater, nosso amor foi mais forte que qualquer Bruxa má de desenhos animados ou da vida real.

Guerra e paz, do amor ao ódio em milésimos de segundos... Ela me faz bem...

Parceria inacabada que ainda promete muitas e muitas histórias...

Enfim, esse é o início de uma história que contarei em 3 capítulos...

Que venham os próximos...


"Ela é o meu bem, o meu mal... O meu acúcar, o meu sal... Ela é o meu início, o meu fim... Ela é o presente que um dia eu ganhei pra mim."


Travis - Me Beside You...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ausência


"Mesmo na ausência posso sentir a presença daquilo que ainda almejo..."
(Phelipe Barros)

Hoje resolvi mudar um pouco o estilo do post... Vou ser mais aberto, informal...

Sabe aqueles dias em que nos sentimos como um grão de areia disperso no ar? Quando a gente se sente só e mesmo rodeado por inúmeras pessoas nos sentimos abandonados? É... Nos perdemos em pensamentos, em saudades, momentos de pura melancolia... A nostalgia idiopática tomou conta de mim! (deixei a impessoalidade de lado)

Pela primeira vez escrevo no blog algo sobre mim e o que estou agora sentindo...

Sinto saudade... Sinto falta...

Passo noites e noites esperando uma ligação, mesmo caótica numa madrugada de frio... Apenas para perguntar: "Como vc está?" E ouvir uma leve risada do outro lado da linha... Conversas... Conselhos...

Está tudo muito longe de mim... A cada passo que dou parece que a distância aumenta em progressões exponenciais...

Como na música que ouço agora: "Just need to get closer, closer..."

É, só queria estar perto, é o que eu preciso...

Minhas reticências se fizeram muito presentes aqui, estou perdido nas palavras...Pensando nas palavras certas para escrever, mas elas estão fugindo de mim... Também queria elas perto, perto de mim...

P.S.: Texto completamente sem nexo... Exatamente igual às condições nas quais meus pensamentos se encontram...


Inebriado com Travis - Closer...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

As faces da Nostalgia.



"A nostalgia é a ressonância daquilo que nos é mais instrínseco, aquilo que guardamos dentro do mais profundo recipiente. Nostalgia é o efervescer das mais belas e marcantes lembranças."

(Phelipe Barros)


Noite escura, frio, solidão e o estopim das lembranças é acionado. Mas qual o motivo de correlacionar o lembrar saudoso com um momento de possível tristeza? Qual a razão de considerar uma pessoa nostálgica como alguém que não sabe aproveitar a alegria do presente? Discordo dessa associação, não sei por qual motivo, só discordo.

A nostalgia idiopática... Aquela que só se sabe que existe, mas não se sabe de onde vem ou por qual razão ela se faz presente. É essa nostalgia que me faz escrever esse texto... Um alguém pediu e cá estou eu.

A melodia de uma música, um perfume, um sorriso e um carnaval mirabolante de lembranças vêm à tona...
Ao colar o ouvido no rádio em uma madrugada... As doces notas nos fazem viajar.

Às vezes, tudo é propício ao "nostalgiar": saudade de quem se foi, saudade de um bom momento, um lugar, algo que aconteceu e nos fez deslocar nosso pensamento para algo que já não se faz presente.

Mas a nostalgia em princípio é a saudade que um exilado sente de sua terra natal. Que eu seja, então, um exilado. Porém, não do meu berço, mas da minha outra dimensão, minha outra estada, a terra natal a qual pertenço em meus melhores pensamentos... E eles, em seu papel, vêm em minha mente em um raio súbito e cortante.

Lembrar daquilo que se sente saudade é visitar o céu apenas no pensar... É ir de encontro ao nirvana tomando por ponto de partida um simples e astuto momento.


P.S.: Espero que tenha sido claro na minha nostalgia continda nesse texto... Quem precisa entender já o deve ter feito.